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Referência de termos

Glossário de investimento imobiliário.

Os 27 termos que decidem se um imóvel é um bom investimento e como ele entra no patrimônio da família, cada um definido em uma frase, com a fórmula quando existe. Escrito para quem precisa explicar esses números a um cliente, sem jargão e sem rodeio.

Rentabilidade
01

Cap rate

Também chamado de taxa de capitalização

Relação entre a renda operacional líquida anual de um imóvel e o seu valor de mercado, expressa em percentual ao ano. Mede o retorno do imóvel independentemente de como ele foi financiado.

FórmulaCap rate = (NOI anual ÷ valor de mercado) × 100
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02

Yield bruto

Também chamado de rentabilidade bruta

Retorno anual calculado só com a receita de aluguel, sem descontar nenhuma despesa. É o número que aparece em anúncio de imóvel e o que mais superestima o retorno real.

FórmulaYield bruto = (aluguel anual ÷ valor do imóvel) × 100
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03

Yield líquido

Também chamado de rentabilidade líquida

Retorno anual de um imóvel depois de descontar vacância, IPTU, condomínio, manutenção, taxa de administração, seguro e imposto de renda sobre o aluguel. É o retorno que de fato chega ao bolso do proprietário.

FórmulaYield líquido = (receita anual − despesas anuais) ÷ valor do imóvel × 100
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04

Yield on cost

Também chamado de retorno sobre custo

Retorno anual calculado sobre o custo real de aquisição, somando preço de compra, ITBI, escritura, corretagem e reformas, em vez do valor de mercado atual. Mostra a performance de quem comprou abaixo do mercado ou reformou.

FórmulaYield on cost = (renda líquida anual ÷ custo total de aquisição) × 100
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05

ROI imobiliário

Também chamado de retorno sobre investimento

Retorno total do investimento, combinando a renda líquida de aluguel e a valorização do imóvel no período, dividido pelo custo de aquisição. Diferente do yield, o ROI captura também o ganho patrimonial.

FórmulaROI = ((renda líquida + valorização) ÷ custo de aquisição) × 100
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06

TIR

Também chamado de taxa interna de retorno, IRR

Taxa de desconto que zera o valor presente líquido de todos os fluxos de caixa do investimento, da compra à venda. É a única métrica que leva em conta quando cada entrada e saída aconteceu, e não apenas o total.

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07

NOI

Também chamado de net operating income, renda operacional líquida

Receita de aluguel menos as despesas operacionais do imóvel (IPTU, condomínio, manutenção, seguro, administração), antes de financiamento e imposto de renda. É a base do cálculo do cap rate.

FórmulaNOI = receita bruta de aluguel − despesas operacionais
08

Cash on cash

Também chamado de retorno sobre caixa investido

Retorno anual em dinheiro dividido pelo capital próprio efetivamente desembolsado, e não pelo valor do imóvel. Em compra financiada, é o que mostra o efeito da alavancagem sobre o retorno.

FórmulaCash on cash = (fluxo de caixa anual ÷ capital próprio investido) × 100
Custos e tributos
09

Capex

Também chamado de investimento de capital, reforma

Gasto que aumenta o valor ou a vida útil do imóvel, como reforma estrutural, troca de instalações ou ampliação. Não é despesa recorrente: entra no custo de aquisição e altera o yield on cost.

10

Opex

Também chamado de despesa operacional

Despesa recorrente necessária para manter o imóvel operando e alugado: IPTU, condomínio, seguro, manutenção corretiva e taxa de administração. É o que separa o yield bruto do yield líquido.

11

Carnê-leão

Também chamado de imposto de renda sobre aluguel

Recolhimento mensal obrigatório do imposto de renda sobre o aluguel recebido de pessoa física, calculado pela tabela progressiva e pago até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento.

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12

ITBI

Também chamado de imposto de transmissão

Imposto municipal cobrado na transferência de propriedade de um imóvel, pago pelo comprador na escritura. A alíquota é definida por cada município e entra no custo real de aquisição.

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13

ITCMD

Também chamado de imposto sobre herança e doação

Imposto estadual sobre a transmissão de bens por herança ou doação, inclusive imóveis. Com a Lei Complementar 227/2026, a base de cálculo do imóvel passou a ser o valor de mercado, e não o valor venal do IPTU.

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14

Ganho de capital

Diferença entre o valor de venda do imóvel e o seu custo de aquisição corrigido, sobre a qual incide imposto de renda no momento da venda. Reduz o retorno efetivo de uma operação de compra e venda.

Avaliação e risco
15

Vacância

Também chamado de imóvel desocupado

Período em que o imóvel fica desocupado e sem gerar receita, mas continua acumulando IPTU, condomínio e manutenção. Um mês vago por ano já consome cerca de 8,3% da receita potencial do período.

FórmulaTaxa de vacância = (meses vagos ÷ 12) × 100
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16

Valor de mercado

Também chamado de valuation, avaliação de imóvel

Preço pelo qual o imóvel seria negociado hoje entre comprador e vendedor bem informados, sem pressa de fechar. É estimado por comparação com transações semelhantes na mesma região, não pelo preço pago na compra.

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17

Valor venal

Também chamado de valor venal do imóvel, base do IPTU

Valor que a prefeitura atribui ao imóvel para calcular o IPTU, a partir da planta genérica de valores do município e das características do imóvel. Não é o preço de venda: a planta é revista por lei e com pouca frequência, e por isso costuma ficar abaixo do valor de mercado.

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18

Liquidez

Facilidade de converter o imóvel em dinheiro sem sacrificar preço. É o principal ponto fraco do imóvel frente a ativos financeiros: a venda costuma levar meses e o desconto para acelerar sai do retorno.

19

Concentração de carteira

Peso de um único imóvel, região ou tipo de locação no patrimônio total. Quanto maior a concentração, mais o resultado da carteira depende de um evento isolado, como a saída de um inquilino.

20

Alavancagem

Também chamado de financiamento imobiliário

Uso de capital de terceiros para comprar o imóvel. Amplia o retorno sobre o capital próprio quando o imóvel rende acima do custo da dívida, e amplia o prejuízo quando rende abaixo.

Comparação
21

CDI

Também chamado de benchmark de renda fixa

Taxa de referência da renda fixa brasileira, usada como custo de oportunidade ao avaliar um imóvel. Um imóvel só justifica o risco e a baixa liquidez se o retorno total superar o CDI do mesmo período.

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22

FII

Também chamado de fundo de investimento imobiliário

Fundo negociado em bolsa que investe em imóveis ou títulos imobiliários e distribui rendimentos periódicos. Dá exposição ao setor com liquidez diária e sem as obrigações de gestão do imóvel direto.

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23

Retorno real

Retorno já descontada a inflação do período, medida em geral pelo IPCA. Comparar retorno nominal de um ativo com retorno real de outro é o erro mais comum na análise de carteira imobiliária.

FórmulaRetorno real ≈ ((1 + retorno nominal) ÷ (1 + inflação) − 1) × 100
Patrimônio e sucessão
24

Fee based

Também chamado de consultoria fee based, taxa sobre o patrimônio

Modelo de consultoria de investimentos em que o cliente paga o consultor diretamente, em geral um percentual anual sobre o patrimônio acompanhado, em vez de o consultor ganhar comissão sobre produtos. O imóvel costuma ficar fora dessa base por falta de um valor atualizado.

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25

Family office

Também chamado de single family office, multi family office

Estrutura dedicada a administrar o patrimônio de uma família, reunindo investimentos, imóveis, sucessão e obrigações fiscais. O single family office atende uma família só; o multi family office atende várias.

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26

Holding familiar

Também chamado de holding patrimonial

Empresa criada para concentrar os bens da família, como imóveis, e organizar a gestão e a sucessão por meio das quotas. O valor pelo qual cada imóvel entra no capital pesa no ITBI da integralização e no imposto da venda futura.

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27

Sucessão patrimonial

Também chamado de planejamento sucessório

Planejamento de como o patrimônio passa para a geração seguinte, por testamento, doação em vida, holding ou inventário. Começa pelo mapa dos bens com valor e renda atualizados, antes da escolha do instrumento.

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